quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Capitulo 1 - Uma nova recruta

Naquela manha Flin estava nos céus com um brilho carmim. Armaron tremia com o som das trombetas de batalha. Mais uma vez os anjos atacavam as planices. Mas a luta estava indo muito mal, 29 mil anjos já tinham sido perdidos, 13 mil demônios viraram humanos. Susej estava na linha de frente contra o demônio inicial. A luta deles era épica, cheia de movimentos perteitos, porém o anjo não usava toda a sua força. E Leirgh sabia muito bem disso, e o enxia de raiva pelo seu irmão.
- Leir, por que vai contra o nosso pai, por que vai contra mim meu irmão?
- Eu talvez lhe conte mais uma vez, mas será a ultima. Teu pai sempre te favoreceu! Nunca percebeu? Você era o anjo inicial, destinado a viver para sempre como o general dos anjos, já eu era para ser apenas mais um humano... - sua voz era sobilante e grossa. Como se não a usa-se a umuito tempo.
- Não fale essas mentiras. Você sabe que foi gerado como um anjo inicial, como eu. Nós somos gemeos! Mas em sua ansia de ser o unico arrancou as asas e depois tentou recupera-las. Ficando assim como estas...
- Cale-se! Eu não me importo com verdades ou meia dela, ou talvez a ausencia da mesma. Eu crio no que creio, não sou como você que ainda acredita que nosso pai ainda está vivo. Afinal a quanto tempo mesmo você não o vê? - um sorriso de escarnio brotou em seus lábios ao ver o poder de suas palavras. Mas ele não durou muito, pois a reaçao do anjo foi veloz.
Em um único corte ele decepou o braço negro e de lá jorrou um sangue verde viscoso. Leirgh gritou e todos os demônios pararam a chacina pois a marca de fogo em seus braços queimou conforme a dor de seu mestre. E correndo por todos os lados a batalha acabou.
Muitos anjos regozijaram, muitos entraram em pânico devido a cara de Susej. E realmente tinham razão para isso, seu rosto demonstrava uma furia incontrolável, seu corpo tremia de tal forma que seus joelhos dobraram e ele se prostrou e batendo suas mãos ao chão gritando um uro de dor. Nisto os que comemoravam o termino da batalha se calaram e choraram pela morte de seus companheiros. Nuvens cobriram Flin, Armaron escureceu e uma grossa chuva começou a cair, enlameando o campo de batalha. Os anjos começaram seu triste trabalho de encontrar os feridos que tinham cura, separá-los dos humanos. Um triste trabalho a ser feito, pois era próximo de um vilarejo de humanos que estavam se tornando anjos. Em poucos meses eles teriam se tornado, se não fosse o ataque. Muitas crianças haviam acrescentado as linhas de frente dos sombrios, homens e mulheres não puderam impedir sua transformação também, porém algumas pessoas se mantiveram. E era por elas que os anjos ainda não voltaram para casa. Susej tentando acalmar a si mesmo e aos companheiros começou a ajudar na busca por sobreviventes. Lágrimas caiam por seus olhos, afinal para que aquela batalha aconteceu? Para anjos morrerem? Só para ferir seu irmão? Porque seu pai lhe mandou fazer isso? Será que realmente foi seu pai quem mandou?
Sua mente estava tão abarrotada de perguntas que quase não percebeu um bebê que estava ensanguentado no chão. Era uma garotinha com uma ferida mortal, mas ela lutava contra a morte. Suas minusculas asas sumiam e voltavam a aparecer, apesar de cada vez demorar mais de reaparece. Quando se abaixou para pega-la ela parou de respirar, mas, mesmo sabendo ser contra a lei tocar em um ser morto, não parou o movimento e a pegou no colo. Nesse momento suas feridas começaram a se curar, lentamente. Ela voltou a respirar e suas asas deixaram de desaparecer. Nesse momento ele soube que ela seria uma otima lutadora, que lutaria sempre ao lado dele, sem jamais sucumbir a dor, ao frio. Ela seria uma lutadora dedicada.
Quando percebeu isso entendeu o plano de seu pai: perder essa batalha para ganhar alguem que ganharia a guerra.
O nome que ele a deu foi de Yudara. Que significava apenas "rainha da guerra", "princesa escolhida", mas esses são os significados "bons" existe ainda mais um, que poucos se lembravam, "amavel, mas não amada". E no futuro ela descobriria que esse era seu destino.

domingo, 8 de novembro de 2009

Introdução

Amaron, um mundo em que existem anjos, existem demônios, os homens são apenas as pessoas que estão em transição. Um universo em guerra, mas uma guerra que mesmo se sabendo quem irá ganhar continua-se lutando. Onde cada morre do lado dos anjos é um demônio a mais na linha de frente e a cada demônio ferido é um novo ser humano que pode escolher para que lado ir.
Cada lado tem o seu símbolo marcado na pele de seus seguidores, dos anjos com o pedaço frio de uma estrela rara que fazia parte dos ornamentos da armadura do general; dos demônios a ferro em brasa, uma queimadura que jamais cessa de queimar. Mas ambas apenas saem na morte ou no poço do trono, mas este ficava no meio do forte principal dos anjos.
Era um mundo que coexistia no planeta Terra. Era diferente, eles não se conheciam, mas mesmo assim se batiam. Cada um tinha influencias no outro: se uma bomba fosse lançada na Terra, Armaron teria um tremor ou uma tsunami e o inverso também era valido.
O líder se chamava Ianoda, mas nunca o viam apenas o ouviam em sua mente, e apenas o seu filho, o general Susej, sabia onde ficava seu palácio nos céus e tinha assas fortes o suficiente para chegar lá.
Armaron era um mundo incrível e obedecia a qualquer ordem de Susej ou Ianoda, se eles cogitassem em querer destruí-lo ele já não mais existiria, se quisessem acabar com a guerra bastava uma palavra e os demônios todos pereceriam, mas não para se tornarem humanos e continuar o ciclo de Armaron, e sim para irem para o fogo eterno dos Sois do Planeta. Mas isso ainda estava longe de acontecer, Ianoda amava todos os anjos e humanos, se matasse os demonios mataria os humanos.
O mundo possuia tres sois e uma lua: Orion, era o maior Sol de todos, possuía um brilho prateado e quase sempre está sozinho no céu; Amber, a anã que sempre tenta alcançar Orion, mas quase nunca consegue vê-lo, pois quando chega ele já se esquivou pelo horizonte. Ela é como uma criancinha que segue o pai, sua cor é um azul unico, brilhante, mas que dá uma idéia de noite, assim como o seu pai; no outro estremo encontrão-se Kraus e sua amada Flin, eles nunca se separam mais de alguns minutos, Kraus é uma lua que brilha apenas pela luz de sua amada, mas mesmo assim era considerado um Sol; Flin a mais radiante de todos os Sois de Armaron tem uma cor imponente amarela, são poucas as nuvens que conseguem tampar seu brilho e calor.
Cada um deles possui uma mitologia. A do casal é que Flin era uma princesa de uma terra distante, ela amava ajudar os outros e era calorosa, mas ela caiu na lábia de um ladrão. Ela se apaixonou por ele assim como ele queria que ela fizesse. Aproveitando-se no amor inocente da jovem e roubou toda a sua fortuna e fujiu, deixando-a aos prantos pela sua traiçao. Não agüentando mais viver Flin se matou e ao descobrir isso Kraus, o ladrão, percebeu que a amava. Ela se transformou em um Sol para continuar trazendo esperança aos outros, mas sua dor a deixou altista a vagar em torno de Armaron. Kraus descobrindo que havia matado a única que realmente importava para ele se matou e virou uma lua que sugava a luz de Flin. Ele a segue esperando poder tirá-la do casulo em que a pôs, por isso nunca a abandona.
A de Orion era o homem mais velho e sábio do mundo, se dizia que o próprio Ianoda o levou para sua morada e que lá ele recebeu a missão de iluminar a noite de todos os filhos de Ianoda.
Já a de Amber é que ela era uma jovem órfã muito deprimida. Susej se encantou com ela e a levou para morar com seu pai, porém ela se sentia sozinha e começou a conversar com Orion, que lhe apresentou a beleza das estrelas que levavam a cor de seus cabelos. Ele era como um pai para ela e quando ele foi enviado para o além das nuvens ela adoeceu de saudades. Susej, que havia se apaixonado então pela pequena, ao ve-la definhar mandou-a atras de seu pai adotivo e ela tenta alcança-lo desde então...
Os milênios se passaram e Susej nunca mais se apaixonou, e o amor que tinha pela Amber evoluiu se tornando um amor fraternal, o qual ele passou ao mundo.
Porém um humano estranho, que tinha poderes de anjo mesmo sem asas, invejou o destino da garota e do general. Por milenios ele tentou criar asas para ir ao alem mundo. E finalmente conseguiu te-las, mas as suas eram negras e seu belo rosto se desconfigurou. Ele voou para o além nuvens, mas Flin que estava no céu no momento queimou suas asas e ele caiu e suas duas pernas, com o baque ao chão, se fundiram numa extensa e esmagada cauda. Então com seu rosto desconfigurado, corpo dolorido e repugnante e de asas queimadas ele se escondeu nas montanhas da neve, onde apenas Orion passava, as trevas reinavam a maior parte do tempo. E com isso os olhos verdes do "anjo" se tornaram vermelhos como sangue, com pupilas verticais aterrorizantes.
Mais alguns séculos passaram e ele roubou uma anja e a tornou sua esposa a força e nisso nasceram seus primogênitos, seres nojentos que comiam homens e feriam anjos. Nessa época os homens passaram a existir. Eles eram anjos que se encantavam pela vida do primeiro demnio, então perdiam as asas e aos poucos a conciencia e a face, se tornando bestas assassinas. Alguns de seus descendentes nasceram demonios e outros humanos capazes de decidir seu caminho. A opiçao de se tornar demônios ao invés de anjos parecia muito mais agradavel, poder saciar seus corpos a hora que quisessem ao contrario dos anjos que se mantinham puros, falhando as vezes. Isso entristeceu Ianoda que se fechou em seu palácio para chorar o rumo que a sua criação estava tomando. Mas ele jamais abandonou o povo de Armaron, ele entregou seu filho para lutar nas guerras pelo povo.
E graças a ele o forte jamais foi tomado. O forte foi construído de tal forma que os homens que tinha grande chance de virar demônios ficasse para fora, no meio os que ninguém sabia e dentro os anjos e humanos possíveis de virarem em breve anjos. No centro da fortaleza o capitao morava e controlava tudo.
Já o exercito dos demonios era desorganizado e em um numero extremamente maior. Seu lider, o primeiro demonio, Leirgh, morava nas planices ao sul do forte dos anjos. Sua morada era suja, repugnante assim como os seus filhos e descendentes.