domingo, 8 de novembro de 2009

Introdução

Amaron, um mundo em que existem anjos, existem demônios, os homens são apenas as pessoas que estão em transição. Um universo em guerra, mas uma guerra que mesmo se sabendo quem irá ganhar continua-se lutando. Onde cada morre do lado dos anjos é um demônio a mais na linha de frente e a cada demônio ferido é um novo ser humano que pode escolher para que lado ir.
Cada lado tem o seu símbolo marcado na pele de seus seguidores, dos anjos com o pedaço frio de uma estrela rara que fazia parte dos ornamentos da armadura do general; dos demônios a ferro em brasa, uma queimadura que jamais cessa de queimar. Mas ambas apenas saem na morte ou no poço do trono, mas este ficava no meio do forte principal dos anjos.
Era um mundo que coexistia no planeta Terra. Era diferente, eles não se conheciam, mas mesmo assim se batiam. Cada um tinha influencias no outro: se uma bomba fosse lançada na Terra, Armaron teria um tremor ou uma tsunami e o inverso também era valido.
O líder se chamava Ianoda, mas nunca o viam apenas o ouviam em sua mente, e apenas o seu filho, o general Susej, sabia onde ficava seu palácio nos céus e tinha assas fortes o suficiente para chegar lá.
Armaron era um mundo incrível e obedecia a qualquer ordem de Susej ou Ianoda, se eles cogitassem em querer destruí-lo ele já não mais existiria, se quisessem acabar com a guerra bastava uma palavra e os demônios todos pereceriam, mas não para se tornarem humanos e continuar o ciclo de Armaron, e sim para irem para o fogo eterno dos Sois do Planeta. Mas isso ainda estava longe de acontecer, Ianoda amava todos os anjos e humanos, se matasse os demonios mataria os humanos.
O mundo possuia tres sois e uma lua: Orion, era o maior Sol de todos, possuía um brilho prateado e quase sempre está sozinho no céu; Amber, a anã que sempre tenta alcançar Orion, mas quase nunca consegue vê-lo, pois quando chega ele já se esquivou pelo horizonte. Ela é como uma criancinha que segue o pai, sua cor é um azul unico, brilhante, mas que dá uma idéia de noite, assim como o seu pai; no outro estremo encontrão-se Kraus e sua amada Flin, eles nunca se separam mais de alguns minutos, Kraus é uma lua que brilha apenas pela luz de sua amada, mas mesmo assim era considerado um Sol; Flin a mais radiante de todos os Sois de Armaron tem uma cor imponente amarela, são poucas as nuvens que conseguem tampar seu brilho e calor.
Cada um deles possui uma mitologia. A do casal é que Flin era uma princesa de uma terra distante, ela amava ajudar os outros e era calorosa, mas ela caiu na lábia de um ladrão. Ela se apaixonou por ele assim como ele queria que ela fizesse. Aproveitando-se no amor inocente da jovem e roubou toda a sua fortuna e fujiu, deixando-a aos prantos pela sua traiçao. Não agüentando mais viver Flin se matou e ao descobrir isso Kraus, o ladrão, percebeu que a amava. Ela se transformou em um Sol para continuar trazendo esperança aos outros, mas sua dor a deixou altista a vagar em torno de Armaron. Kraus descobrindo que havia matado a única que realmente importava para ele se matou e virou uma lua que sugava a luz de Flin. Ele a segue esperando poder tirá-la do casulo em que a pôs, por isso nunca a abandona.
A de Orion era o homem mais velho e sábio do mundo, se dizia que o próprio Ianoda o levou para sua morada e que lá ele recebeu a missão de iluminar a noite de todos os filhos de Ianoda.
Já a de Amber é que ela era uma jovem órfã muito deprimida. Susej se encantou com ela e a levou para morar com seu pai, porém ela se sentia sozinha e começou a conversar com Orion, que lhe apresentou a beleza das estrelas que levavam a cor de seus cabelos. Ele era como um pai para ela e quando ele foi enviado para o além das nuvens ela adoeceu de saudades. Susej, que havia se apaixonado então pela pequena, ao ve-la definhar mandou-a atras de seu pai adotivo e ela tenta alcança-lo desde então...
Os milênios se passaram e Susej nunca mais se apaixonou, e o amor que tinha pela Amber evoluiu se tornando um amor fraternal, o qual ele passou ao mundo.
Porém um humano estranho, que tinha poderes de anjo mesmo sem asas, invejou o destino da garota e do general. Por milenios ele tentou criar asas para ir ao alem mundo. E finalmente conseguiu te-las, mas as suas eram negras e seu belo rosto se desconfigurou. Ele voou para o além nuvens, mas Flin que estava no céu no momento queimou suas asas e ele caiu e suas duas pernas, com o baque ao chão, se fundiram numa extensa e esmagada cauda. Então com seu rosto desconfigurado, corpo dolorido e repugnante e de asas queimadas ele se escondeu nas montanhas da neve, onde apenas Orion passava, as trevas reinavam a maior parte do tempo. E com isso os olhos verdes do "anjo" se tornaram vermelhos como sangue, com pupilas verticais aterrorizantes.
Mais alguns séculos passaram e ele roubou uma anja e a tornou sua esposa a força e nisso nasceram seus primogênitos, seres nojentos que comiam homens e feriam anjos. Nessa época os homens passaram a existir. Eles eram anjos que se encantavam pela vida do primeiro demnio, então perdiam as asas e aos poucos a conciencia e a face, se tornando bestas assassinas. Alguns de seus descendentes nasceram demonios e outros humanos capazes de decidir seu caminho. A opiçao de se tornar demônios ao invés de anjos parecia muito mais agradavel, poder saciar seus corpos a hora que quisessem ao contrario dos anjos que se mantinham puros, falhando as vezes. Isso entristeceu Ianoda que se fechou em seu palácio para chorar o rumo que a sua criação estava tomando. Mas ele jamais abandonou o povo de Armaron, ele entregou seu filho para lutar nas guerras pelo povo.
E graças a ele o forte jamais foi tomado. O forte foi construído de tal forma que os homens que tinha grande chance de virar demônios ficasse para fora, no meio os que ninguém sabia e dentro os anjos e humanos possíveis de virarem em breve anjos. No centro da fortaleza o capitao morava e controlava tudo.
Já o exercito dos demonios era desorganizado e em um numero extremamente maior. Seu lider, o primeiro demonio, Leirgh, morava nas planices ao sul do forte dos anjos. Sua morada era suja, repugnante assim como os seus filhos e descendentes.

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