Um demônio sem marca não vivia, um anjo sem marca também não, junto com as mudanças de lados as memórias da vida passada se esvaiam, esse era o plano dela. Água, água viva.
Atacariam as montanhas da neve, era lá que Aizon deveria estar. Usariam pela primeira vez a habilidade de voar para ganhar uma batalha. Não seria um golpe traiçoeiro, como era pensado, era apenas usar as partes do corpo para que seus amigos nunca mais sejam mutilados. Não era um problema na teoria usar as asas para chegar as montanhas e jogar a água da fonte dos anjos, mas na prática muitos anjos tinham suas asas apenas para mostrar que eram anjos, elas não serviam para voar pois estavam machucadas, atrofiadas. E mesmo aqueles que as tinham em perfeito estado não sabiam voar.
Tirando Yudara e Susej, apenas mais 9 anjos sabiam a graciosa arte de voar. De conseguir ver as coisas do alto, porém apenas Susej conseguia ficar a mais de 7 metros acima do solo. Esses nove anjos se chamavam: Anna, Kratous, os gemeos Anemias e Arthemius, Uzequel, Liv, Eriandro, Matteo e Eliaza. Todos eles concordaram em ajudar a por em ordem as asas do exercito, sob a ordem de Yudara e Susej. Enquanto eles treinariam com Susej para poder alcançar as nuvens, e então guiar o resto do exercito.
Durante o dia milhares de anjos batiam suas assa a fim de malha-las, eles tinham sido divididos em 10 grupos, cada um ficou responsável por 2 horas do dia, sendo os da noite todos supervisionados por Yudara. Os que treinavam durante a noite era os com os problemas mais graves nas asas e Yudara aproveitava seu poder de curar os outros para por o exercito nos eixos. Apenas Susej sabia o quanto a garota estava se esforçando para que aquela guerra acabasse de uma vez por todas, pois quando raiava o dia ela se retirava para os aposentos do general e lá chorava de dor e por seu destino até dormir. Quando Flin desaparecia dos céus ela despertava novamente e continuava a treiná-los e a se mutilar.
Porém uma semana depois do inicio do treinamento suas feridas pararam de sarar, Mas ela não desistia de aliviar as dores angelicais. Mas dois dias depois a dor era tanta que ela não conseguia mais se mexer, deprimido por ver a amada em tão estado, Susej, mandou uma das cozinheiras que fizesse um caldo de carne, com sangue. A anjo ficou escandalizada, um anjo não deveria comer carne e o maior de todos os anjos lhe pedia algo cru praticamente. Porém o general foi insistente e ela fez um penelão do alimento.
Ele pegou uma concha e encheu um prato e levou para seus aposentos, e aos poucos a alimentou a com a substancia. A recuperação foi muito rapida, mas mesmo assim foi preciso de uma quantidade cavalar para que ela despertasse.
Mal despertou viu o que estava ingerindo e cuspiu e incredula falou:
- Por que está me dando esse alimento imundo?
- Porque sem ele você sofreria.
- E dai? Susej eu já estou acostumada com a dor, não precisava me curar com carne. Eu não quero ser um demônio. - Falar essa palavra lhe lembrou Aizon, que teria que matá-lo e inconscientemente olhou para o braço amputado, mas segurou a vontade de chorar.
- Você nunca será um demônio, você é minha, nunca vou permitir isso.
- Brigada Susej, não sei o que faria sem você. - disse ela o abraçando, mas seu apetite por carne havia novamente despertado em suas viceras.
- De nada, você sabe que faria de tudo por você. Eu te amo, pena que você não me ama.
- Susej, desculpa, mas ainda não consegui tirar aquele demônio do meu coração.
- Eu sei, e eu esperarei toda uma eternidade se for preciso para possuir o seu coração.
Ela abaixou a cabeça, ele se levantou convidando-a para fazer o mesmo e ir para o treino, pois já era noite. Em um mês todos tinham suas asas curadas, e conseguiam voar a 4 metros do chão, mas eram precisos 50. Susej ainda era o único que conseguia essa altura, mas Yudara e os outros 9 anjos ja conseguiam 30.
Porém houve mais um ataque de demônios, que não estavam organizados, pois Aizon ainda não havia os organizado, e muito menos ordenado o ataque. Foi facil atacá-los e testar a estratégia de batalha.
Durante o ataque Susej, ela e os 9 anjos - que haviam sido promovidos para tenentes - encheram da água vasos e sobre o exercito inimigo despejaram. Logo só se viam humanos, porém alguns anjos também foram acertados pelo liquido. Tirando a perda dos companheiros a idéia tinha sido um sucesso.
Era um ótimo plano.
Nenhum comentário:
Postar um comentário