Cansada da luta ela voou lentamente até o quarto do general, no caminho alguns pensaram em para-la, porém o rosto da garota estava tão abalado, e seu corpo tão ensanguentado que não tinham coragem, apenas lhe davam o caminho.
Chegando ao quarto do General, ela se deitou ao seu lado e com o único braço que possuía começou a acariciar os longos cabelos loiros e falou:
- Susej, hoje houve uma batalha aqui no forte, os demônios tentaram nos dominar. Os anjos não queriam batalhar, mas acabaram lutando. No meio acabei enfrentando o seu irmão. Sinto lhe informar que ele está morto. - Nesse momento ela deu uma pausa e uma lagrima começou a brotar em seus olhos - Eu devia ter te ouvido, não devia ter me envolvido com aquele demônio. Por minha culpa você está nesse estado, por minha culpa todos estão sofrendo agora. Eu queria que você estivesse bem - agora as lágrimas corriam livremente pela face cheia de sangue verde demoníaco - queria que você me abraçasse e falasse que o que eu sinto por ele não é amor, que você me ensinasse o que é o verdadeiro amor.
Sem que ela percebesse ele tinha aberto os olhos e fitava o rosto dolorido da anjo, com uma das mão ele segurou uma mecha de cabelo dela o que a fez parar de chorar e encara-lo.
- Por um longo tempo eu sonhei com o dia em que você me pediria para amá-la, mas nunca pensei que seria assim. Uma confissão dolorosa para se livrar de alguém que já domina sua mente e coração.
- Por favor mesmo que seja para expulsar aquele demônio de mim, por favor me ame.
Ela foi abaixando seu rosto até que os lábios se grudaram, nenhum dos dois se mechia, apenas os lábios continuavam pressionados fortemente e as lagrimas da garota os molhava. Calmamente Susej a empurrou pra desgrudarem os lábios e a abraçou. As lagrimas silenciosas se tornaram uma torrente de magoa e dor.
Assim que ela estava mais calma Susej a encarou, com o olhar fixo nos olhos da garota falou:
- Meu anjo, eu sei que estás magoada, mas eu tenho que lhe avisar de uma coisa: a guerra não acabou ainda, meu irmão tem um descendente direto ainda vivo.
- Mas eu tinha ouvido falar que Leirgh tinha comido todos os seus filhos diretos.
- Mas ele realmente comeu quase todos, porém um sobrou e eu acho que ele é perigoso demais, principalmente a ti.
- Por que...? - Nessa hora ela lembrou do campo de batalha, a última frase de seu inimigo: “Claro que é, cabelos negros, pele morena, desejo por carne, recuperação rápida.... desejo sexual. Pois é eu conheço Aizon, ele é meu filho”, “Aizon, ele é meu filho”, “meu filho” “filho”
- Creio que por essa tua reação que você sabe bem quem é.
- Aizon..... por que ele me persegue??
- Calma eu estarei com você, mas infelizmente você terá que matá-lo.
- Por que eu? O senhor agora está aqui, poderia matá-lo facilmente agora que seu irmão está morto.
- Porque se eu o matar chegará o dia que você me odiará, então a guerra irá começar novamente. E outro motivo - sua voz abaixou e ficou receosa - egoísta da minha parte, é que eu a amo desde o dia que a trouxe para o forte, não aguento aceitar que outro ser a maculou. - Sua voz começou a se tornar colérica, coisa que poucos achavam que era possível - Eu não aceito, e ainda pensar que ela a fez chorar, eu não o perdoo. Gostaria que ele se despedaça-se no fogo ardente de Flin. Mas infelizmente esse não é o destino dele, o destino dele é ter seu coração arrancado por suas mãos.
Sem saber o que falar ou como agir ela saiu para caminhar na floresta, o general a amava e teria que matar Aizon, sozinha. O que faria? Para onde iria? Não tinha escapatória, devia sua vida a Susej, iria matar Aizon, despedaçá-lo para que não retornasse nem sob forma humana.
Quando se deu por si estava novamente naquela clareira, a água jorrando e caindo na forma de uma queda d’água. Aquele lugar a lembrava das juras de amor do demônio, da cólera de Susej quando ele descobriu o relacionamento dos dois.
Dessa vez não mergulho nas águas, apenas as encarava para ver se dali sairia alguma resposta as perguntas que desejava. E por incrível que parecesse elas lhe deram. Voou até o forte e como nova general, assim como Susej, começou a dar suas ordens. Finalmente o fim da guerra chegara.
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